PMS 02/2021 - Núcleo de Macroeconomia e Renda Fixa

A PMS é a pesquisa do IBGE que divulga dados de diversos setores e subsetores dos serviços mensalmente para facilitar o acompanhamento de curto prazo deste setor. Por ser atualizado em um curto período, ajuda no entendimento do que está acontecendo com o setor no Brasil.

Com base nos dados mais recentes divulgados pelo IBGE, podemos notar que:

  1. O setor de serviços como um todo apresentou uma queda de 1.1% em relação a fevereiro do ano passado, sendo inferior ao mês anterior, onde apresentou queda de 4%. O mês de fevereiro nos mostrava um cenário melhor em relação à pandemia e com a atividade começando a voltar ao normal. No entanto, apesar de ter sido um período um pouco melhor para os serviços, podemos esperar dados piores para o setor no mês de março.

  2. Observamos também variações positivas para os segmentos de Serviços de Informação e Comunicação e Serviços de Transportes, com 2.6% e 2.8%, respectivamente, em relação ao mesmo mês do ano anterior. Já no segmento de Serviços Profissionais, Administrativos e Complementares, recuou 2% em relação à fevereiro de 2020. A queda mais significativa observada na análise foi para o segmento de Serviços Prestados às Famílias, recuando 23.7% na comparação YoY, com quedas significativas e recorrentes durante os últimos meses, que pode ser explicado pelas restrições de circulação impostas pela pandemia. Também é interessante entender que o segmento para Serviços de Informação e Comunicação vem com um histórico positivo, fruto da adaptação que a sociedade vem vivendo a partir das mudanças impostas pela pandemia.

  3. Partindo para a análise regional, a única região que apresentou queda no desempenho do setor de serviços foi a região Nordeste, com uma queda de 7.9%. Por ter sido um movimento pontual, é possível interpretar que no geral desempenhou relativamente bem, mas na região existe uma dificuldade muito grande de recuperação.

Com a situação que o Brasil passa é inevitável que tenhamos índices mais tímidos referente aos serviços, mesmo que, olhando para os últimos meses a queda tenha sido cada vez menor, ainda lutamos para sairmos dos índices baixos e negativos. O aumento do desemprego, o auxílio emergencial menor e todas as circunstâncias que permeiam a pandemia contribuem para essa dificuldade de uma recuperação no setor. Com as novas restrições de circulação vistas no começo do mês de março em diversos estados, podemos esperar dados piores para o setor nas próximas divulgações.





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