Meta Selic - por Lucas Moitinho

Introdução

Com uma decisão unânime, o comitê de política monetária (Copom) elevou em 1 ponto percentual a Selic, que passou para 6,25% ao ano, isso representa a quinta alta seguida e a segunda consecutiva de 1 ponto percentual. Essa decisão já era esperada pelo mercado após Roberto Campos Neto, presidente do do Banco Central (BC) afirmar que vai manter o plano de voo e que não levará em conta dados de alta frequência.

Com uma taxa de juros maior, há uma redução do potencial de crescimento do Brasil.

Inflação

No comunicado do Copom, nota-se que a inflação vem se tornando mais resistente e disseminada do que se pensava inicialmente. As projeções de inflação situam-se em torno de 8,5% para 2021, 3,7% para 2022 e 3,2% para 2023, com esse cenário, supõe-se que a trajetória de juros se eleve para 8,25% a.a. neste ano e para 8,50% a.a. durante 2022, e reduz-se para 6,75% a.a. em 2023.

Nesse cenário, o comitê já adota a hipótese de bandeiras tarifárias "escassez hídrica" em dezembro de 2021 e "vermelha patamar 2" em dezembro de 2022 e dezembro de 2023.

O comitê acredita que é possível que haja uma alteração nesses cenários através de uma redução dos preços das commodities, o que levará a um cenário de inflação abaixo do planejado. Por um outro lado, um risco fiscal elevado pode ocasionar em trajetórias para a inflação acima do projetado.

Para a próxima reunião, o comitê prevê um outro ajuste da mesma magnitude, mas afirma que tudo dependerá de fatores como evolução da atividade econômica do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação para o horizonte relevante da política monetária.



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