Certificado de Depósito Bancário - por Igor Senna

Introdução

Neste artigo discutiremos o que são os CDBs, como eles funcionam, os riscos envolvidos e sobre os impostos incidentes sobre eles.


Definição

O CDB (Certificado de Depósito Bancário) é um título privado de renda fixa em que você empresta dinheiro para um banco e recebe juros em troca. Eles são uma forma do banco captar dinheiro para manter suas operações, e podem ser emitidos por bancos comerciais, de investimento e múltiplos.


Rentabilidade

Os CDBs podem ter os três tipos de indexadores do mercado: pré-fixado, pós-fixado e indexado à inflação, sendo que os CDBs normalmente não são negociados no mercado secundário e não sofrem marcação à mercado. Isso significa que não é possível obter ganhos acima dos contratados, mas também não é possível ele render menos que o contratado por conta de uma alteração na curva de juros de mercado. O CDB só é negociado no mercado secundário no caso de resgate antecipado de títulos sem liquidez diária, no qual o vendedor do título não conseguirá obter a rentabilidade previamente estipulada.

A rentabilidade do CDB depende do risco e da credibilidade da instituição financeira, sendo que quanto mais confiável é a instituição, menor a taxa de juros que ela paga, e é por isso que normalmente os maiores bancos pagam taxas muito menores e não atrativas, enquanto bancos pequenos são forçados a pagar taxas maiores para conseguir captar dinheiro através dos CDBs.


Liquidez e Resgate

Os prazos de resgate dos CDBs são definidos pelos bancos emissores, e eles podem ou não autorizar o resgate antecipado, sempre respeitando os prazos mínimos previamente impostos. Atualmente no mercado Brasileiro temos CDBs com prazos mínimos variando entre diário, mensal e anual, sendo eles indexados à, respectivamente: taxa DI, Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) e índices de preços (IPCA e IGPM).

Caso o investidor faça o resgate antes do prazo estipulado, isso pode custar a rentabilidade total ou parcial obtida no investimento, por isso deve-se prestar atenção aos prazos de cada CDB.


Riscos

Em geral, os CDBs apresentam risco baixo, mas não inexistente. O principal fator de risco é a possibilidade de falência da instituição bancária - evento raro. Este tipo de investimento é garantido pelo FGC no valor de até R$250.000 por CPF e instituição financeira.

Como dito antes, normalmente os bancos menores oferecem taxas mais atrativas, mas apresentam um risco muito maior, por isso deve-se tomar cuidado ao selecionar o banco emissor.

Bancos em processo de recuperação judicial ou em situações ruins tendem a ofertar CDBs com taxas muito atrativas, já que um risco maior exige também um retorno maior. Isso acaba atraindo os investidores leigos que muitas vezes não sabem o risco que estão tomando. Por isso deve-se tomar muito cuidado ao analisar um CDB, olhando os outros fatores que estão por trás de uma rentabilidade “alta”.


Impostos

Ao investir em um CDB, o investidor não paga taxa de corretagem nem de custódia, mas ainda deve pagar imposto de renda sobre o rendimento obtido. A cobrança de Imposto de Renda ocorre de maneira regressiva e direto na fonte. A tabela de tributação regressiva usada para este tipo de investimento é a mesma usada em títulos do tesouro direto, variando entre 15% e 22,5% dependendo do tempo de manutenção do investimento.

Além do Imposto de Renda, os investidores que resgatarem o CDB (sem liquidez diária) em um prazo de menos de 30 dias pagam IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Este imposto é muito mais agressivo, sendo cobrado de maneira regressiva em uma tabela que varia entre 96% (para o caso do resgate no 1° dia) e 3% (para o resgate no 29° dia).


Resumo:

Os CDBs podem ser uma boa alternativa para os investidores que buscam uma previsibilidade maior dos seus rendimentos, mas antes de investir, deve-se fazer uma boa análise de risco da instituição financeira e de custo de oportunidade, já que normalmente é possível obter retornos similares com menos risco.


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