Balança Comercial - por Caio Argenton

Introdução

Principal fator pelo bom crescimento do PIB brasileiro foi o aumento das exportações de commodities para as economias externas, e com isso vemos que a taxa de juros se mantendo a patamares elevados tende a deixar o aquecimento do setor ainda em alta. Esse alto patamar de exportações é o que define a nossa balança comercial em níveis superavitários. Ao longo do presente artigo vou discorrer sobre a influencia de uma balança comercial no mercado e na bolsa de valores.

Definição

Balança comercial é a união das importações e das exportações que um país faz para e das economias externas. A balança comercial é um importante indicador econômico que influencia diretamente os patamares do PIB. Caso o saldo da balança comercial seja positivo, dizemos que a balança comercial é superavitária o que indica que existem mais exportações do que importações em determinado país.

Por outro lado, se o saldo da balança comercial for negativo, dizemos que a balança comercial é deficitária e que com isso o país em questão importa mais bens do que exporta. Existe ainda a situação de equilíbrio comercial que é quando as operações se igualam nos valores operacionalizados entre exportações e importações.

Fatores que impactam a balança comercial

O primeiro fator que impacta a balança comercial, assim como dito posteriormente no artigo é a taxa cambial. Uma vez que a moeda nacional está valorizada frente às moedas estrangeiras, como o dólar e o euro, isso significa que as importações devem ficar mais baratas e podem ser alavancadas. Outro fator que impacta diretamente a balança comercial é a oferta e a demanda por bens externos. Por isso, se os parceiros comerciais de um país X estão passando por um cenário de recessão econômica, eles demandarão menos mercadorias e o número de exportações do país X deve cair.

Deste modo, o preço dos produtos ofertados também vai cair, pois a oferta é grande para uma demanda pequena. Isso também acontece quando os parceiros comerciais estão comprando mais do que o país X consegue produzir, o que aumentará o preço dos produtos. Como último fator, mas não menos importante é o grau de protecionismo de um determinado país, por exemplo, quando um país lança taxas ou restrições às importações de outros países, os seus produtores internos podem ser beneficiados. Porém, os parceiros globais podem sair prejudicados, pois conseguirão fazer menos transações comerciais com esse país. Assim, as variações nessas medidas tomadas pelos governos impactam diretamente na balança comercial interna e externa.

Visão Brasil

A balança comercial brasileira sempre tendeu ao superávit, muito influenciada pela potência brasileira no setor de commodities. Desde 1993, apenas 7 desses anos a balança comercial apresentou déficit e 20 anos em superávit. Um fator bastante importante a ser levado em consideração em relação a balança comercial é que desde os anos 2000 o real vem perdendo força diante do dólar o que torna as nossas commodities baratas aos olhares estrangeiros e isso impulsiona cada vez mais os compradores externos a utilizarem as commodities brasileiras. No ano de 2021 vemos mais uma vez o saldo da balança comercial a patamares superavitários com a soma do ano próxima dos USD 60 bilhões, informado pela secretaria de comércio exterior do ministério da economia (SECEX).

Os ventos favoráveis da balança comercial estão estritamente associados ao desempenho no mercado chinês. Supondo que este continue favorável, os possíveis riscos seriam: aumento das importações com a retomada de um crescimento sustentado do país, num ambiente de valorização cambial, e/ou uma queda acentuada nos preços das commodities. Para 2022, o aumento das importações com crescimento sustentado é um cenário distante, logo a questão se resume, em grande medida, ao desempenho da China para assegurar o crescimento das exportações do país.

Segundo o Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) os patamares de exportações de commodities, que representa 70% das exportações nacionais, deve permanecer em altos patamares até meados de 2022, o que garante uma balança comercial superavitária até o período. Nas importações, as variações nos volumes superaram as das exportações para todas as indústrias. Observa-se que cerca de 90% das importações brasileiras são de produtos da indústria de transformação e, logo, é esse setor que determina o aumento do volume importado na economia. Entretanto, o valor do câmbio explica o porquê de a balança comercial estar em superávit.

Conclusão

O otimismo por parte exportadora deve perdurar até 2022, e felizmente a balança comercial tem se mostrado um dos únicos indicadores da economia sem surpresas desagradáveis, e que mantém uma certa previsibilidade. Com a melhora da pandemia do Covid – 19, novos acordos devem ser feitos com economias externas o que ajuda nas exportações de produtos e na importação de máquinas para desenvolvimento da economia interna.

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